
A lipoaspiração está completando 26 anos de existência. De 1980, quando a técnica foi desenvolvida, até 2006, muita coisa mudou. Com o desenvolvimento tecnológico e a diminuição dos riscos, hoje, a lipoaspiração é uma das cirurgias mais procuradas no País, inclusive por pacientes vindos de fora do Brasil.
Os avanços nos últimos anos foram tão significativos, que já existe uma nova técnica para redução de gorduras localizadas tão eficiente quanto a lipo tradicional, só que muito menos agressiva. A minilipoaspiração, lipomodulação ou lipo fracionada, como vem sendo chamada, não necessita sequer de anestesia geral. A grande vantagem é que o paciente não necessita de repouso no pós-operatório, podendo retomar sua vida normal no dia seguinte à cirurgia.
A metodologia foi criada no Brasil, em 2003, quando a Anvisa – Agência Nacional de Vigilância Sanitária proibiu o uso da substância fosfatidilcolina no País, o famoso Lipostabil®. Após várias pesquisas, a solução inovadora foi encontrada pela Sociedade Brasileira de Medicina Estética. Os médicos, preocupados em criar uma solução alternativa para tratar pequenos acúmulos de gordura, uniram os métodos da hidrolipoclasia com a minilipoaspiração.
Primeiramente, as áreas a serem tratadas recebem uma infiltração de anestésico com um vasoconstritor e soro no local. Depois, as células de gordura são quebradas com a ajuda de um ultra-som externo. “Isto torna a aspiração muito mais simples”, ensina a cirurgiã plástica Audrey Worthington, uma das primeiras a adotar o método. Em seguida, em um pequeno corte de apenas 3 mm, inicia-se a microaspiração com uma cânula de 2 mm de diâmetro acoplada a uma seringa.
Segundo a especialista, a técnica mostrou-se eficiente para reduzir depósitos adiposos com até 200 ml, no abdômen, cintura, culotes, região dorsal, joelhos e para melhorar o contorno das formas do corpo.
No entanto, doutora Audrey adverte: “Esta técnica, por utilizar apenas anestesia local, só deve ser utilizada por pacientes calmos, cooperativos e sem nenhuma doença grave. Todos fazem exames pré-operatórios, bem como drenagem linfática por duas semanas no pós-operatório”, recomenda.
Por Clarisse Pereira
Autor: Yahoo - Bem Estar
Publicado: 23/03/2007
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