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Um estudo amplo, feito com mais de 5 mil indivíduos de ambos os sexos na Noruega, aponta que o consumo moderado de álcool foi associado, de forma independente de outros fatores, em uma estabilização na performance cognitiva medida por testes padrões. Os participantes – com média de idade de 58 anos e não tabagistas – foram acompanhados por sete anos, refazendo os testes para medir as variações com o passar do tempo.
Entre as mulheres, esse efeito protetivo na cognição foi o maior já observado. O resultado foi especialmente benéfico entre aquelas que haviam consumido vinho ao menos quatro vezes em períodos máximos de duas semanas (1 dose a cada 3,5 dias, por exemplo) em comparação àquelas que ingeriam 1 dose a cada 14 dias.
Mas a ingestão de álcool não compensava os efeitos negativos causados pelos fatores de risco associados à piora cognitiva, como idade muito avançada, menor nível educacional, tabagismo, propensão à depressão, diabetes e hipertensão. Pessoas em cada um desses grupos, e que consumiam álcool de forma moderada, apresentavam certa estabilidade, mas apenas quando comparadas aos indivíduos do mesmo grupo.
Outros hábitos podem estar envolvidos, mas os resultados positivos também foram observados em pesquisas similares
Os pesquisadores da Universidade de Trømso, liderados por Kjel Arntzen, pontuam, ainda, que o estudo é baseado em dados colhidos a partir da observação pontual e que outros hábitos de vida podem estar relacionados a esses resultados positivos.
Mesmo assim, os resultados, publicados no periódico Acta Neurologica Scandinavica, vão ao encontro de outras pesquisas feitas nas últimas três décadas, em que a associação entre consumo moderado de álcool e os efeitos nas funções cognitivas foi positiva. Eles citam mais de 68 estudos – totalizando 145 mil indivíduos na totalidade – em diversas populações diferentes. A maioria desses estudos mostra que essa ingestão equilibrada de bebidas alcoólicas tem efeitos protetores na cognição e pode proteger contra a demência, incluindo a doença de Alzheimer.
No caso do vinho, esse efeito protetor pode se dar pela alta concentração de polifenóis – espécie de antioxidantes naturais – e outros microelementos. Os estudos observando a ingestão moderada de outras bebidas alcoólicas – independentemente do tipo – também indicaram a diminuição dos riscos para o desenvolvimento de arteriosclerose, risco de coagulação sanguínea (envolvendo espessamento do sangue e formação de coágulos) e inflamação arterial. E assim como outros hábitos benéficos para a saúde, a chave para o sucesso é a moderação, explicam os pesquisadores.
FONTE: Uol
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